Recasa_Coité do Nóia


REDE DE EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA DO AGRESTE E SEMI-ÁRIDO

DATA: 17/11/09

MUNICÍPIO: Coité do Nóia- AL

LOCAL: Auditório da Escola Municipal José de Sena

MUNICÍPIOS PARTICIPANTES: 18

• Arapiraca
• Coité do Nóia
• Cacimbinhas
• Estrela de Alagoas
• Girau do Porciano
• Igaci
• Inhapi
• Junqueiro
• Monteirópolis
• Major Isidoro
• Olho D´Água das Flores
• Palmeira dos Índios
• Pão de Açúcar
• Pilar
• Senador rui Palmeira
• Taquarana
• Teotõnio Vilela
• Traipú

TOTAL DE PARTICPANTES: 55


O encontro teve início às 09h 30 com a acolhida feita pelo Prefeito Sr. Bueno Higino e a Secretária Municipal de Educação Sra. Neves Higino que desejaram boas vindas a colocaram a satisfação em receber os educadores representantes dos municípios de 05 territórios do estado, o prefeito informou sobre a visita do Governador Teotônio Vilela Filho que estaria no município para entregar uma nova ambulância e convidou a todos para se fazerem presente caso a pauta permitisse.

Dando continuidade a educadora Cristianlex fez uma breve contextualização sobre o que a RECASA representa já que na oportunidade havia pessoas que ainda não conheciam sua atuação.

Em seguida conforme programação a atividade foi coordenada pela educadora Edinalva Pinheiro do município de Arapiraca que fez uma belíssima apresentação da experiência em educação contextualizada realizada em uma escola do município em que a mesma é gestora, o foco da referida experiência foi as plantas medicinais, o trabalho contou com muitas parcerias inclusive a CODEVASF e BRASKEM.

Após a apresentação houve um debate onde os participantes fizeram perguntas e questionamentos que foram muito bem esclarecidos pela educadora que demonstrou ter bastante propriedade durante toda sua participação, esta atividade teve caráter de formação no sentido de que os participantes viram como se desenvolver na prática um projeto como estes que termina com ações práticas, mudança de concepção e construção de novos valores que resgatam e valorizam as raízes culturais do agricultores (as) através de um conjunto de ações que se articulam e geram resultados concretos e elevação da auto-estima de todos que se envolvem no processo.

O 2º. Momento foi para que o grupo fizesse uma avaliação sobre a intervenção da RECASA no processo de mobilização e efetivação da educação contextualizada nos municípios participantes. Também neste momento tão oportuno o grupo aproveitou para definir metas que são prioritárias para continuar o apoio no que se refere a implantação e implementação de ações de educação contextualizada. Os participantes foram divididos em 05 grupos onde os resultados foram os seguintes:

QUESTÕES PROPOSTAS
1. QUAIS AS CONTRIBUIÇÕES DA RECASA PARA SEU MUNICÍPIO OU INSTITUIÇÃO?
RESULTADOS DOS GRUPOS:
• Abertura, conhecimento sobre a temática/formação;
• Alimentar nossos sonhos, ampliar horizontes para novas experiências;
• Motiva a mobilização de sujeitos, atores sociais para construção de propostas educativas;
• Favorece a troca de experiências;
• Contribui para dividir angustias e perceber as possibilidades;
• Apoio e segurança para multiplicar o projeto em desenvolvimento;
• A partir da RECASA a SME despertou para necessidade de criar uma coordenação específica para educação do campo;
• Estudo de materiais voltados para educação do campo possibilitando maior disposição pra investir nos trabalhos;
• Favorece maior intercambio entre municípios e instituições;
• Promove a socialização de idéias;
• Contribui com a formação continuada;
• Rede de formação voltada para Educação do Campo;
• Mobilização em busca de parcerias;
Socialização de resultados.

2. QUAIS OS ENTRAVES EXISTENTES NO SEU MUNICÍPIO EM RELAÇÃO À EDUCAÇÃO DO CAMPO?
RESULTADOS DOS GRUPOS:

• Rotatividade de coordenadores responsáveis pela temática da Educação do Campo;
• A falta de apoio por parte das secretarias de educação;
• Resistência de professores;
• Ausência de recursos financeiros;
• Apoio dos gestores por falta de conhecimento a cerca da RECASA;
• Compromisso dos professores por falta de formação;
• Indisponibilidade de recursos ou transporte para a participação dos técnicos na reunião da RECASA;
• Despreparo dos docentes para lidar com procedimentos que atendem as necessidades da comunidade;
• Ausência de credibilidade nos projetos por parte das SME;
• A cultura de dominação dos gestores públicos orientada de uma política paternalista;
• Falta de participação da comunidade;
Precariedade na estrutura física, material e equipamentos.

3. PONTUE AÇÕES PRIORITÁRIAS NA EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA C/ O CAMPO QUE DEVEM SER CONDUZIDAS PELA RECASA.
RESULTADOS DOS GRUPOS:
• Sistematização de experiências;
• Formação continuada para educadores nos municípios;
• Intercâmbios;
• Aquisição de livros e outros materiais didáticos e pedagógicos que possibilite a contextualização dos conteúdos a serem trabalhados;
• Investir em cursos de extensão rural que oportunize a participação dos docentes e comunidade a atuarem como sujeitos na construção de conhecimentos voltados para realidade do campo;
• Ampliar o número de escolas a serem construídas no campo;
• Ajudar no processo de reestruturação da proposta pedagógica da Escola Agrícola de Junqueiro;
• Monitoramento e acompanhamento técnico das ações;
• Currículo adequado;
Elaboração de proposta pedagógica que atenda as especificidades do campo;

4. COMO A RECASA DEVE APOIAR/INTERVIR NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DE JOVENS EM
AGROECOLOGIA E DESENVOLVIEMTNO SUSTENTÁVEL?
RESULTADOS DOS GRUPOS:

• Apoio a projetos e escolas técnicas;
• Curso de agroecologia e desenvolvimento sustentável;
• Mobilizar, monitorar e avaliar o processo de formação entre jovens e os educadores no desenvolvimento sustentável;
• Incentivar projetos de Sustentabilidade
• Apoiar no processo de formação e envolve-los no processo dentro dos municípios parceiros na discussão de educação contextualizada.


Com a conclusão dos trabalhos e socialização dos resultados houve o intervalo para o almoço que gentilmente foi oferecido pela secretaria municipal de educação de Coité do Nóia .

O 3º. Momento do encontro foi destinado para os informes e encaminhamentos em conformidade com a pauta:



1. Contextualização sobre o Curso de Formação em Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável para Jovens:

A educadora Cristianlex apresentou os passos percorridos deste o processo de mobilização realizado no mês de março/2009 nos 16 municípios do agreste até a formação do comitê gestor composto por 01 representante da secretaria de agricultura e 01 da educação de cada município do agreste. Prosseguindo a educadora Lenira Magna (AAGRA) apresentou a situação atual do curso em relação ao nível de participação dos jovens bem como o cumprimento do acordo entre AAGRA e municípios parceiros, ficando claro que o comitê precisa tomar alguns encaminhamentos em ralação aos problemas vivenciados no sentido de buscar a garantia da qualidade mínima nas ações e que ao final possa-se alcançar os resultados esperados. Como encaminhamento foi definido que os representantes do referido comitê deveriam conversar com cada jovem participante do curso em seu município e identificar a razão dos problemas e assim encaminhar sugestões para coordenação da AAGRA até sábado (21/11).

Como sugestão prática o educador Edi Paulo do município de Traipú pediu que a AAGRA encaminhe um relatório para cada município explicitando a situação do curso e assim soliciatar um encaminhamento enquanto ainda há tempo.

2. Participação da RECASA na Semana de Geografia:

Foi apresentado a programação da semana de Geografia da UNEAL onde a RECASA tem uma participação representada pelas educadoras Jeane Vieira e Cristianlex Soares, o convite foi aberto para os que puderem participar.

3.Municípios selecionados para aquisição de Escolas do Campo:

ARAPIRACA
COITÉ DO NÓIA
ESTRELA DE ALAGOAS
GIRAU DO PORCIANO
IGACI
JUNQUEIRO
PALMEIRA DOS INDIOS
TAQUARANA
TEOTÔNIO VILETA
TRAIPÚ

4. Formação para agentes territoriais em Feira de Santana/BA
MARIA JULIETA__________________________ESTRELA DE ALAGOAS
AMPARO__________________________ESTRELA DE ALAGOAS
GRAÇAS SANDES__________________________PALMEIRA DOS ÍNDIOS
JEANE VIEIRA__________________________PALMEIRA DOS ÍNDIOS
CRISTIANLEX SOARES__________________________IGACI
ROSA MARIA__________________________PILAR
EDNALVA__________________________ARAPIRACA
TEREZA__________________________TEOTÕNIO VILELA
RAILDO VICENTE__________________________MACEIÓ
CLEDILSON ROCHA__________________________PÃO DE AÇUCAR
CLAUDINILSON__________________________SENADOR RUI PALMEIRA
AMARA MARQUES__________________________INHAPI



4. Processo seletivo da Especialização em Educação do Campo:

Foi informado que está sendo concluído, houve uma demora segundo o coordenador César Nonato (UFAL) por conta do grande número de inscritos e a dificuldade em selecionador os currículos com tantas referencias, mas que a qualquer momento sairá o resultado.

5. Formação para educadores da RECASA a ser realizado pela UFAL em parceria com o MPDC e AAGRA;

Este ponto foi informado por Jeane que apresentou a proposta do curso:


CURSO DE FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO INTEGRAL E CONTEXTUALIZADA

A QUE SE PROPÕE O CURSO?

• FORMAR EDUCADORES PARA ATUAR EM ESCOLAS DO CAMPO NUMA PERSPECTIVA DE COMPREENDER O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM COMO UM PROCESSO DE CONSTRUÇÃO NO TEMPO E NO ESPAÇO ADEQUADO AO DESENVOLVIMENTO PSICOMOTOR DE CADA ALUNO.

• POSSIBILITAR A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS EDUCDORES DA RECASA COMO AGENTES DE MOBILIZAÇÃO EM TORNO DA EDUCAÇÃO PARA O DESENVOLVIEMTNO SUSTENTÁVEL A PARTIR DA EDUCAÇÃO.

CARGA HORÁRIA

60 HORAS

40 PRESENCIAIS
20 PRÁTICAS

CRITÉRIOS DE PARTICIPAÇÃO
• ATUAR EM ESCOLAS DO CAMPO
• ATUAR EM ESCOLAS MONITORADAS PELO PROJETO FAZER VALER
• DISPONIBILIDADE DE PARTICIPAÇÃO
• COMPROMETIMENTO PARA REALIZAR AS ATIVIDADES DE CAMPO.

DIREITOS GARANTIDOS

• CERTIFICADO DE 60 HORAS + AS PARTICPAÇÕES NOS EVENTOS DA RECASA

• PREMIAÇÃO PARA OS EDUCADORES QUE DESENVOLVEREM AÇÕES INOVADORAS EM SUAS ESCOLAS: 1º., 2º. E 3º. LUGAR

• PREMIAÇÃO PARA QUE DESENVOLVEREM AÇÕES INOVADORAS EM SUAS ESCOLAS: 1º., 2º. E 3º. LUGAR

CONTEÚDOS TEMÁTICOS

Alfabetização e letramento
Legislação educacional com enfoque na educação do campo
Currículo contextualizado
Recursos didáticos e pedagógicos (PRODUÇÃO DE MATERIAIS)
Avaliação e planejamento educacional
Educação e desenvolvimento sustentável

CRONOGRAMA DE FORMAÇÃO
ATIVIDADE
1. Realizar sondagem para identificar nível de aprendizagem dos alunos monitorados
PRAZO:PRAZO________Nov/2009
2. Cadastrar informações no banco de dados Dez/2009
3. Elaborar proposta de formação para os educadores das escolas monitoradasPRAZO________Nov/2009
4. Realizar oficinas de formação continuada em Educação Integral e Contextualizada para os educadores envolvidos na proposta
. Visita de intercâmbio em Educação do Campo a Glória do Goitá-PE PRAZO________10 E 11/Dez/2009 11 e 12/Fev/2010 08 e 08/Abril/2010 04 e 05/01/2009.
5. Realizar visitas às escolas monitoradas para verificar as ações em execução Fev à Abr/2010
6. Realizar encontros para avaliação e monitoramento das práticasPRAZO________Fev à Abr/2010
7. Realizar encontro para apresentação dos resultados e premiação das experiências inovadoras.PRAZO________Mai/2010

CONTRA-PARTIDA DOS MUNICÍPIOS

• Deslocamento dos participantes
• Despesa com a hospedagem: r$ 25,00 por pessoa
• Multiplicar o conhecimento adquirido na escola e município

RESULTADOS ESPERADOS

• Escolas monitoradas dispondo de ferramentas eficazes para melhor desenvolvimento da alfabetização e letramento de seus alunos;
• Articulação e fortalecimento da rede de educadores de educação Integral e Contextualizada;
• Criação de salas de progressão nas escolas monitoradas;
• Escolas desenvolvendo atividades permanentes de Educação Integral e Contextualizada.

MENSAGEM

Se metade do orçamento dos gastos militares fosse investido em educação, os generais se tornariam jardineiros; os policiais, poetas; os psiquiatras, músicos. A violência, a fome, o medo, o terrorismo e os problemas emocionais estariam nas páginas dos dicionários e não nas páginas da vida...


Foi entregue a ficha de inscrição para que os municípios escrevesem até 05 pessoas para participação no referido curso, estas deverão ser entregues o quanto antes, mas não foi definido o prazo.


4. OUTROS ENCAMINHAMENTOS:

Encaminhamentos

Atividade 01: Participação na Assembléia anual da RESAB
Data 03, 04 e 05/12/09____Local Campina Grande/PB__Participantes Edinalva Pinheiro –Arapiraca / Elenilda – CACTUS

Atividade 02: Participação na reunião das Câmaras Temáticas de Educação do estado e FEPEC
25/11/09___Maceió – SEE ____Cristianlex/Jeane/Gilmar mara/Edinalva/Tereza/Cíntia
Creuza/Martha

Atividade 03: Seminário de Educação Contextualizada e Educação Popular
17 e 18/12/09 AAGRA - Igaci 08 educadores de Pão de Açúcar

O encontro foi encerado às 16h 00, ficando também como encaminhamento solicitar do MDA através do articulador estadual Sr. Valdivam maiores informações sobre a construção das escolas do campo conforme encaminhamento na reunião do CODETER realizada em 04/11/09 em Junqueiro. Vale ressaltar que Gilmar e Edi defendem que o grupo precisa ser mais persistente e participar mais dos fóruns que garantirão a efetivação das ações propostas como o fórum do colegiado territorial – CODETER.

Coité do Nóia, 17 de Novembro de 2009.













Recasa_Cacimbinhas


RELATÓRIO DO SEMINÁRIO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO CONTEXTUALIZADA COM O SEMI-ÁRIDO/

Cacimbinhas- Alagoas/

REALIZAÇÃO:

CÁRITAS DIOCESANA – REGIÃO NO II

PALMEIRA DOS ÍNDIOS – AL /
AGOSTO – 2009/
DATA: 18/08/09/

LOCAL: Escola Municipal de Cacimbinhas/

PARTICIPANTES: Professores, Diretores e Coordenadores atuantes de escolas da rede municipal de Cacimbinhas./


EDUCADORAS: Cristianlex Soares dos Santos/
Jeane Vieira da Silva/


O seminário teve início ás 10h00 com a acolhida aos participantes e composição da mesa conduzida pelo representante da secretaria de educação Sr. Manoel, a mesma foi composta por representantes da secretaria de educação, direção e equipe técnica da Cáritas e educadoras da RECASA – Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semi-Árido.
Neste momento a presidente da Cáritas Sra. Rita fez uma breve apresentação do Projeto Raízes que tem como prioridade a implantação de alternativas de convivência com o semi-árido a partir de técnicas alternativas e entre outras metas destaca-se no momento a Educação Contextualizada que tem seu primeiro momento na realização deste 1º. Seminário de sensibilização.

Após partilha de um saboroso lanche o grupo volta para o auditório onde foram conduzidos a cantar a música “Não vou sair do campo pra poder ir para escola”, seguindo com a apresentação da RECASA feita pela educadora Jeane Vieira.

A apresentação da rede é importante no sentido de que os participantes compreendam que o seminário não surgiu somente a partir de uma demanda momentânea, mas que tudo foi construído a partir de um processo histórico que envolveu e envolve muita luta e resistência de educadores e organizações que lutam por uma educação coerente com as especificidades do semi-árido.

O 2º. momento deste encontro foi a apresentação e discussão dos princípios e fundamentos da educação do campo, esta reflexão foi feita pela educadora Cristianlex Soares que buscou envolver todos os participantes no que refere-se a cada tema trabalhado já que são eles “educadores” que vivenciam na pratica cotidiana as dificuldades e potencialidades de seus alunos e alunas./

MATERIAL APRESENTADO/

PRINCÍPIOS E FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO DO CAMPO/

1. O QUE É EDUCAÇÃO DO CAMPO?

É o modelo de educação que se interliga com as raízes da população rural num projeto de desenvolvimento sustentável. Esta iniciativa partiu da luta de movimentos sociais que primavam por uma educação que retratasse a realidade de vida da população rural.
A educação do campo promove entre alunos, educadores e comunidades o aprofundamento do conhecimento de sua região, seu povo, suas plantas, seus animais, se clima. Os temas pertinentes à região fazem parte dos materiais didáticos e das aulas de português, matemática, história, geografia, ciências, artes, educação física e tudo mais que compuser no currículo escolar.
Ao conhecer melhor o lugar em que vive, começando por sua própria família, escola, comunidade e natureza, cada um aprende a conviver melhor com as potencialidades e os desafios do semi-árido, encontrando soluções para melhorar suas condições de vida e todos que estão ao seu redor./


2. COMO SURGIU A EDUCAÇÃO NO CAMPO?

Surgiu a partir de 2001 através da Câmara de Educação Básica, com o objetivo de resgatar o cumprimento do artigo 28 da LDB, que propõe uma adequação das leis educacionais ao campo.
A CONTAG – Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura – articulou e coordenou um processo de discussão e proposição com as confederações, sindicatos e entidades parceiras como: MOC, SERTA, UNB, IRPAA, entre outros. Tendo por finalidade juntas construírem uma prática efetiva de educação do campo para o país. /


3. EM QUE SE FUNDAMENTA A EDUCAÇÃO DO CAMPO?

• Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB n.º 9.397/96 , artigo 28;
• Diretrizes Operacionais para Educação Básica no Campo através da resolução N.º 01 de 03 de Abril de 2002 – CNE;
• Plano Estadual de Educação;
• Os quatro pilares da educação segundo a Unesco: saber conhecer, aprender a aprender, aprender a ser e aprender a conviver;
• Pedagogia de Paulo Freire;/

4. QUAL A IMPORTÂNCIA DAS ESCOLAS DO CAMPO?

A escola precisa contribuir para construção de uma sociedade sustentável fazendo -se necessário:

- respeitar os saberes técnicos, humanos e ambientais.
- Fortalecer novos valores ( sensibilidade consigo e com os outros )
- Valorizar os saberes de diferentes sujeitos.

- Precisa estar inserida na realidade rural, nos saberes da comunidade e nos movimentos sociais./

5. A IMPORTÂNCIA DAS PARCERIAS

Na educação do campo ou em qualquer outro programa de educação a participação das parcerias são sempre muito importantes, no sentido de contribuir com a construção coletiva de um novo modelo de comunidade, onde a escola não tem condições de assumir sozinha este papel. É preciso interagir junto aos demais setores da gestão pública, com as organizações da sociedade civil, com os movimentos etc. Algumas sugestões são importantes para formalização de parcerias na proposta de educação no campo:

• Formação de grupo de estudo sobre temas relevantes ao desenvolvimento sustentável local;
• Envolvimento dos diversos seguimento da população local;
• Elaboração de um plano de desenvolvimento de metas para a educação do campo; /

6. RECURSOS DIDÁTICOS PEDAGÓGICOS X METODOLOGIA

O como fazer (metodologia) também deve ser adequado à realidade do campo, resgatando os materiais disponíveis no meio ambiente, conhecimentos que os pais, os estudantes, os técnicos, as lideranças da comunidade possuem sobre diferentes temáticas a serem trabalhadas. Nesse processo professorado não é o único a ter o conhecimento, embora tenha um papel fundamental na aprendizagem.
Essa metodologia resgata a riqueza das experiências que vem se desenvolvendo na área rural, entre esta destacamos alguns passos que têm dado resultado na efetivação da educação do campo:

1. Escolha coletiva do tema que será abordado durante o período determinado, bem como o público alvo;
2. Estabelecimento de prazo entre todos os envolvidos;
3. Mobilização junto à comunidade;
4. Orientações aos alunos para a pesquisa de campo;
5. Sistematização dos dados coletados;
6. Desdobramento interdisciplinar das informações coletadas;
7. Apresentação dos resultados para a comunidade;
8. Participação da comunidade para intervir no processo de transformação;
9. Avaliação do processo envolvendo todos os atores;
10. Definição de Novas metas para a escola;/

7. CURRÍCULO CONTEXTUALIZADO

Os temas a serem trabalhados na escola devem estar ligados ao mundo do trabalho, ao desenvolvimento no campo. Assim, teremos conteúdos gerais (português, matemática, geografia, ciências etc), que todos os estudantes aprendem em qualquer lugar do Brasil e conteúdos específicos de acordo com as características regionais, locais, econômicas e culturais da comunidade onde a escola está inserida.

• Resgate histórico da pessoa, família e comunidade;
• Estudo sobre a cultura e relações étnico raciais;
• Questões do trabalho e sustentabilidade a partir da produção campesina;
• Política públicas para o campo;
• Legislação brasileira sobre o ensino;
• Alimentação e soberania alimentar a partir dos princípios da agroecologia;
• Moradia e Transporte;
• História do campisenato;
• Organizações sociais: seu papel e importância;
• Brincadeiras, danças e outras manifestações populares no estudo de disciplinas afins;
• Cidadania X democracia;
• Elementos do meio ambiente;
• Técnicas agrícolas, Fauna e flora;
• Captação de recursos hídricos; /

8. GESTÃO DA ESCOLA DO CAMPO

Os pais, as mães, a comunidade e os movimentos sociais têm o direito assegurado de participar da discussão do funcionamento da escola, na proposta pedagógica e na discussão do uso dos recursos financeiros e a sua aplicação. Para isso, existe alguns mecanismos já conhecidos pela comunidade:

• Conselho municipal de educação;
• Conselho escolar;
• Unidade executora;
• Conselho da merenda;
• Conferências de educação;
• Elaboração e efetivação do Plano Municipal de Educação – PME. /


9. AVALIAÇÃO

Em um processo avaliativo é preciso ir além de uma avaliação de conteúdos, mas sim trabalhar atitudes e valores, e fundamentalmente o desenvolvimento da pessoa humana. Além de questões importantes que estão ao alcance de todos como:

• Avaliar a partir do processo formativo e não eliminatório;
• Dispor de instrumentos orientadores pela SEE;
• Orientar os alunos para realização de projetos de intervenção na comunidade;
• Auto-avaliação do aluno.

10. ONDE A EDUCAÇÃO DO CAMPO JÁ ACONTECE? /

Nos municípios de Ouro Branco, Pão de Açúcar, Estrela de Alagoas e Igaci pode-se constatar uma prática de educação do campo bastante efetiva, apesar de ainda estarem num processo de aprendizado, mas podem apresentar resultados bastante significantes em relação ao processo de ensino aprendizagem x desenvolvimento sustentável.

11. QUE RESULTADOS SÃO EVIDENCIADOS?/

• Alunos pesquisando e compreendendo fatores sócias que interferem no cotidiano de sua comunidade, seu município, seu Estado e seu País;
• Comunidade refletindo sobre as problemáticas socioeconômicas e culturais de sua comunidade;
• Parcerias constituídas com o intuito de promover o desenvolvimento sustentável local a partir da educação;
• Políticas voltadas para a formação de professores do campo;/

12. ORGANIZAÇÃOES QUE SE MOBILIZAM PELA EDUCAÇÃO DO CAMPO EM ALAGOAS

a. Fórum Estadual Permanente de Educação do Campo – FEPEC;
b. Gerência Estadual de Educação do Campo – GEDUC;
c. Rede de Educação Contextualizada do Agreste e Semi-Árido – RECASA;
d. Colegiado Desenvolvimento Territorial – CODETER;
e. Secretaria de Desenvolvimento Territorial – SDT;
f. Federação dos Trabalhadores da Agricultura – FETAG;
g. Cáritas Diocesana;

13. EDUCAÇÃO DO CAMPO X ESCOLA ATIVA/

A precariedade da escola oferecida às populações do campo de apresentam de forma mais visível nas escolas com classes multisseriadas, uma vez que estas constituem a maioria das escolas do campo. O censo escolar 2006 apontou a existência de cerca de 50 mil estabelecimentos de ensino nas áreas rurais com organização exclusivamente multisseriada, com matrícula superior a 1 milhão de estudantes, configurando uma urgente necessidade de apoio técnico e financeiro por parte da união do estado.

A implementação da estratégia metodológica Escola Ativa no Brasil ocorreu no ano de 1997, com assistência técnica e financeira do Projeto Nordeste/ MEC, tendo como objetivo aumentar o nível de aprendizagem dos educandos.

A Escola Ativa, então, a partir de 1999 passou a fazer parte das ações do Programa FUNDESCOLA/

14. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

ALAGOAS. Caderno Temático I – Referencial Pedagógico para as Escolas do Campo de Alagoas. Secretaria Executiva de Educação. Coordenadoria de Educação. Programa de Ensino Fundamental. Projeto de Educação Rural. Maceió, 2006.

ALAGOAS – Plano Estadual de Educação – 2006

Brasil – LDB – Lei de Diretrizes e Bases da educação 9.394/96;

Brasil - Plano Nacional de Educação. Proposta do Executivo ao Congresso Nacional MEC/INEP, 1998.

Brasil. Ministério da educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Projeto Base – Brasília: SECAD/ME, 2008

Caderno Multidisciplinar – Educação e Contexto do Semi-árido brasileiro. V. 2 ( 2006 ) Juazeiro: Selo Editorial RESAB, 2006.

Diretrizes Operacionais para educação Básica no Campo. Resolução N.1. Abril/2002

Educação para a convivência com o semi-árido: reencantando a educação com base nas experiências de Canudos, Uauá e Curaçá/organização Ivania Paula Freitas de Souza, Edmerson dos Santos Reis – São Paulo: Peirópoilis, 2003

Escola rural: uma experiência uma proposta. / Francisca Maria Carneiro Baptista e Naidison Quintella Baptista (organizadores), - Feira de Santana (Ba): MOC/ UEFS/Prefeituras Municipais de Feira de Retirolândia, santa Luz, Santo Estevão e Valente, 1999.


Moura, Abdalaziz de, 1942 – Princípios e fundamentos da proposta educacional de apoio ao desenvolvimento sustentável – PEADS: uma proposta quem revoluciona o papel da escola diante das pessoas, da sociedade e do mundo / Abdalaziz de Moura – Glória de Goitá, PE: Serviço de Tecnologia Alternativa, 2003.

Este material gerou muitas discussões envolvendo os participantes pois tudo que era tratado tinha coerência com as práticas vivenciadas em suas escolas..

Teve-se um intervalo para almoço e retornando às atividades os participantes dividiram-se em 04 grupos para aprofundar os estudo em 04 temas específicos:

• Currículo Contextualizado
• Recursos Didáticos e Pedagógicos para Educação Contextualizada e do Campo
• Avaliação na Educação Contextualizada e do Campo
• Gestão e Planejamento na Educação Contextualizada

Para provocar o debate no grupo foram sugeridas 04 perguntas orientadoras:

1. O que o grupo compreendeu a partir deste estudo?
2. O que este material faz referência às praticas já realizadas em sua escola?
3. O que este texto pode contribuir para prática pedagógica da equipe de sua escola?
4. Como o grupo compreende a Educação do Campo e Contextualizada como um processo de Desenvolvimento Sustentável Local?
Após o estudo em grupo os participantes fizeram suas apresentações e houve uma inteiração com os demais participantes a partir de cada tema discutido.

Resultado dos trabalhos em grupo:

Grupo 01:
• Reorganização curricular que contemple a realidade do município. A realidade das comunidades como prática pedagógica;
• Criação efetiva dos conselhos
• Para que os pais possam participar da vida da escola
• Formação dos professores em educação do campo
• Fazer juntos, sem imposição e em parceria com a escola ativa e com os materiais da RESAB./

Grupo 02:

• Valorização do conhecimento sobre o campo: professor, aluno e comunidade
• Valorizar os conhecimentos do homem do campo. Esses conhecimentos que eles descobriram observando, e a ciência do saber daquilo que o homem do campo já sabe na prática.
• Existe um começo, trabalhamos com projetos, como o meio ambiente em que vivemos, o folclore, as festas juninas, entre outros. Mas ainda tem muito a ser feito.
• Valorizar o crescimento profissional e pessoal da equipe
• Valorização e conscientização do agricultor, levando em conta a importância de seu crescimento./

Grupo 03:

Entendemos que é necessário que o educador deve ir além dos conteúdos trabalhados, incluindo atitudes e valores, o desenvolvimento da pessoa humana,levar o educando a produzir conhecimentos, criando e formando opiniões, investigando a realidade.

Só a nossa sensibilidade pode detectar as potencialidades e limitações do aluno. Provocar o aluno a aprender. O professor deve também se auto-avaliar./

Grupo 04:

A pesquisa é apontada como um instrumento para elaboração e reelaboração do pensamento e raciocínio, sem esse instrumento fica uma cópia da cópia.

Com a finalização das trabalhos os participantes fizeram a avaliação individual totalizando 36 avaliações onde obteve-se o seguinte resultado /


AVALIAÇÃO TÉCNICA:

Durante a realização do seminário foi possível observar que tudo parecia novo para os participantes que interagiram não de uma forma muito satisfatória mais coerente com a situação, já que era o primeiro momento de contato com esta nova temática. A secretaria de educação pareceu estar segura de que realmente deseja adotar a proposta, mas que precisa de ajuda, pois não tem experiência na área, para isso deixou expresso o desejo de continuar a parceria com a Cáritas através do Projeto Raízes.

Em fim, concluímos que vale a pena continuar investindo e quem dera que em outros municípios tivesse parceiros que provocassem a implantação desta proposta nas redes de ensino, mas é preciso ter cuidado para não deixar cair no esquecimento e depois então retomar, faz-se necessário continuar urgentemente investindo na formação continuada para esses educadores participantes dando condições para que os mesmos sintam-se motivados a desenvolver a proposta em suas escolas.



Recasa_Seminário


Recasa realiza II Seminário Estadual de Educação Contextualizada

_____________________________________________________
Nos dias 15 e 16 de Abril de 2009 realizou-se em Palmeira dos Índios o II Seminário de Educação Contextualizada, participaram desta atividade 18 municípios do Estado de Alagoas, dentre estes: Arapiraca, Taquarana, Coité do Nóia, Igaci, Lagoa da Canoa, Palmeira dos Índios, Estrela de Alagoas, Olho D´Água das Flores, Pão de Açúcar, Major Izidório, Monteirópolis, Inhapi, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira, Poço das Trincheiras, Cacimbinhas, Minador do Negrão e Pilar, no total somou-se uma participação de 110 educadores. O seminário teve por finalidade animar e fortalecer as redes municipais de ensino no sentido de adotar a Educação Contextualizada como prioridade em seus sistemas de educação, afim de promover ações de desenvolvimento sustentável local a partir de um processo de educação formal. Foram trabalhados 04 eixos temáticos considerados importantes para a efetivação da proposta: 1º.Currículo e Desenvolvimento Sustentável; 2º. Recursos Didáticos e Pedagógicos na educação Contextualizada; 3º. Gestão e Planejamento Escolar na educação Contextualizada; 4º. Avaliação Escolar na Educação Contextualizada.


Na cerimônia de abertura a Secretária Municipal de Educação de Palmeira dos Índios Sra. Márcia Souza dá boas vindas a todos (as) participantes que vieram contribuir e participar do evento, na mesa estavam presentes: Maísa e Neide (RESAB/BA); Profa. Rosa de Lima (UNEAL); Profa. Ana Maria Vergner (UFAL): Maria Eunice (ASA); Raildo Vicente ( GEDUC/FEPEC); Profa. Maria das Graças Sandes (SEMED/PI). Palmeira dos Índios através de suas representações políticas tem se mostrado sensível em relação ao processo de efetivação da Educação Contextualizada no muncípio, fator que fortalece as ações da RECASA que a cada dia soma esforços para fortalecimento da Educação Contextualizada em Alagoas.


No 1º. Dia pela manhã foram apresentados painéis que focaram os aspectos em andamento no estado de Alagoas em relação a qualificação de profissionais que atuam em escolas do campo, também foi feito uma explanação geral sobre os aspectos da Educação Contextualizada. À tarde os participantes foram divididos em 04 oficinas por eixo temático, as oficinas foram coordenadas por Maísa e Neide (RESAB), Profa. Ana Maria (UFAL) e Profa. Graça Sandes.


No 2º. Dia após a acolhida os educadores foram divididos em 02 grupos e conduzidos aos municípios de Igaci e Estrela de Alagoas, lá puderam vivenciar um pouco das experiências que ainda estão em processo de estruturação nos municípios de Alagoas. Foi uma atividade dinâmica e satisfatória.


Para finalizar o evento os participantes fizeram a avaliação e foi agendado a reunião da RECASA para o dia 19/05/09 no município de Poço das Trincheiras, onde o principal ponto será o agendamento de seminários municipais de Educação Contextualizada. Outro fator importante que vale salientar foi a aproximação com a RESAB que muito tem a contribuir com a efetivação da educação Contextualizada em Alagoas.